Geovana Paula Rodrigues, de 27 anos, moradora de Arcos, sobreviveu a uma tentativa brutal de feminicídio e agora se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica no município. No dia 15 de janeiro de 2025, em Divinópolis, ela foi baleada pelo próprio marido com vários disparos de arma de fogo, resultando em 13 perfurações, inclusive na cabeça e no olho esquerdo.

Durante reunião na Câmara Municipal de Arcos, no dia 25 de agosto, a vereadora Jaiane Soares relatou o caso e lançou oficialmente uma campanha de conscientização com foco na prevenção à violência contra a mulher. Em um vídeo divulgado pela parlamentar, Geovana aparece em um leito hospitalar da Santa Casa de Arcos, relatando com firmeza o ataque que sofreu e o processo de recuperação que ainda enfrenta.

Projeto homenageia Geovana e reforça ações preventivas

A campanha foi consolidada com a aprovação do Projeto de Lei Ordinária 2025/2025, de autoria da vereadora, que institui o “Agosto Lilás – Lei Geovana Paula Rodrigues”. A proposta visa ampliar o debate sobre violência doméstica, promover ações educativas e divulgar canais de denúncia e apoio às vítimas.

Dados evidenciam aumento da violência doméstica em Arcos

Jaiane também apresentou números preocupantes referentes à violência doméstica na cidade. De janeiro até 31 de julho de 2025, 127 mulheres arcoenses solicitaram medidas protetivas. Em comparação, foram 213 solicitações em todo o ano de 2024 e 153 em 2023.

A Polícia Civil registrou 92 ocorrências no mesmo período de 2025, contra 131 em 2024 e 156 em 2023. Já a Polícia Militar contabilizou 355 ocorrências até julho deste ano, incluindo visitas tranquilizadoras, frente a 434 registros em 2024 e 500 em 2023.

O aumento expressivo nos registros de violência doméstica em Arcos reforça a urgência da campanha “Agosto Lilás”. A história de Geovana, marcada pela dor, agora se transforma em um poderoso símbolo de resistência e alerta para a sociedade. A nova lei municipal leva seu nome como forma de homenagear sua coragem e fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher.

Com informações: Correio Centro Oeste

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