O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) esteve na manhã desta quarta-feira (24) em frente ao Hospital DF Star, em Brasília (DF), onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado para a realização de uma cirurgia. A presença ocorreu um dia após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou o procedimento médico, mas restringiu a presença de acompanhantes.
Na terça-feira (23), Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia de reparação de hérnias inguinais de Jair Bolsonaro, porém negou o pedido para que seus filhos Carlos e Flávio Bolsonaro o acompanhassem durante o procedimento e no período de recuperação. De acordo com a decisão, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está autorizada a permanecer com o ex-presidente durante a cirurgia e a internação.
Na entrada do hospital, Carlos Bolsonaro afirmou que sua presença no local tinha como objetivo tentar ver o pai, ainda que de forma limitada. “Estou num espaço público, vou tentar olhar para ele. É o que me resta fazer. Isso para mim, sem dúvida nenhuma vai ser um presente de Natal”, declarou.
A defesa do ex-presidente havia solicitado que Carlos e Flávio pudessem acompanhá-lo no pós-operatório, mas o pedido foi rejeitado. Carlos criticou a decisão do ministro do STF e lamentou a restrição. “Tem tratativas dos advogados para que a gente possa acompanhá-lo no pós-cirúrgico, mas a gente depende infelizmente da decisão de uma pessoa”, afirmou. Ele também ressaltou as limitações impostas às visitas. “A gente está aqui para pelo menos poder ficar um pouquinho perto dele, já que a gente não pode — e quando pode, são 30 minutos por semana, quando ele deseja aceitar a petição dos advogados”, completou.
Jair Bolsonaro deixou a prisão, na Superintendência da Polícia Federal, pela primeira vez desde o fim de novembro, para ser internado. Ele chegou ao Hospital DF Star às 9h33, escoltado por dois carros da Polícia Federal (PF), além de batedores da Polícia Militar (PM) e da Polícia Penal.
Por determinação de Alexandre de Moraes, a Polícia Federal deve manter vigilância e segurança ininterruptas durante toda a internação hospitalar do ex-presidente. A decisão prevê fiscalização 24 horas por dia, com no mínimo dois agentes posicionados na porta do quarto no hospital.
A cirurgia autorizada pelo STF é a oitava realizada por Jair Bolsonaro desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG). O procedimento ocorre sob forte esquema de segurança e com restrições judiciais quanto à presença de familiares, limitando o acompanhamento do ex-presidente à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Com informações do Metrópoles








