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PF avalia possível atuação coordenada nas redes após liquidação do Banco Master

Foto: Michael Melo/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) realiza uma análise preliminar de denúncias que apontam a suposta contratação de influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central (BC) após a liquidação da instituição financeira. O caso ainda se encontra em fase inicial de avaliação pela corporação.

Em declaração à coluna, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que a PF trabalha na produção de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), procedimento técnico que antecede a abertura formal de um inquérito policial. Segundo ele, a análise inicial dos dados poderá ou não resultar na instauração de investigação formal.
“Estamos em análise inicial dos dados para produzir uma informação de Polícia Judiciária que poderá levar à instauração de inquérito policial”, afirmou.

Paralelamente, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificou, no final de dezembro, uma movimentação considerada atípica nas redes sociais relacionada à liquidação do Banco Master, com grande volume de postagens e menções diretas à entidade e a seus representantes. Em nota, a federação informou que realiza monitoramento periódico do ambiente digital por meio de empresas especializadas e que, dentro desse acompanhamento de rotina, foi detectado um volume fora do padrão de publicações ligadas ao noticiário sobre a instituição financeira liquidada.

De acordo com a Febraban, o pico de postagens diminuiu nos dias seguintes, mas a entidade ainda avalia se o episódio pode ser caracterizado como um ataque coordenado à sua atuação institucional. A federação também ressaltou que o monitoramento de redes sociais não tem como foco autoridades específicas e que não há acompanhamento direcionado a conteúdos contra o Banco Central ou seus dirigentes.

A liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, no contexto de investigações que apontaram indícios de um esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito falsos dentro do Sistema Financeiro Nacional. Procurado, o Banco Central ainda não se manifestou sobre os ataques virtuais ou sobre eventuais ações coordenadas após a liquidação da instituição financeira, e o espaço segue aberto para posicionamento.

Com informações do Metrópoles