Durante toda a semana, a equipe do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) realizará diversas atividades para comemorar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado na próxima sexta-feira (18).
De segunda-feira (14) a quarta-feira (16), produtos confeccionados por alunos do Caps,como artesanatos em crochês, bonecas e tapetes, além de mosaicos estão expostos para a comercialização na Feirinha de Artesanatos, na praça Getúlio Vargas, das 9h às 16h.
Na quarta-feira à noite, haverá um sarau na Escola Municipal de Artes (Emart), a partir das 20h.
Na quinta-feira (17), o Caps promoverá na própria entidade para os pacientes o Dia da Beleza, das 9h às16h.
Na sexta-feira, uma passeata percorrerá ruas da cidade. A concentração sairá às 8h30 da praça Ferreira Pires, seguindo pelas ruas Barão de Piumhi e rua João Vaz. Depois passará pela praça São Vicente Férrer, pela rua Doutor Teixeira Soares e o ponto de chegada será na praça Capitão Galiano Lima.
O Caps é um local de referência para o tratamento de pacientes com transtornos mentais, severos e persistentes. O Centro em Formiga conta com atendimentos psiquiátricos, psicológicos, de serviço social, enfermagem, terapia ocupacional, orientação medicamentosa e oficinas terapêuticas.
O Movimento de Luta Antimanicomial
Na década de 80, ocorreram vários encontros de preparação para a I Conferência Nacional de Saúde Mental (I CNSM). Em 1987, recomendou-se a priorização de investimentos nos serviços extra-hospitalares e multiprofissionais como oposição à tendência hospitalocêntrica.
No final de 1987, realizou-se o II Congresso Nacional do MSTM em Bauru, no qual se concretizou o Movimento de Luta Antimanicomial e foi construído o lema ?por uma sociedade sem manicômios?. Nesse congresso ampliou-se o sentido político-conceitual acerca do antimanicomial.
Nesta trajetória foi construído o Projeto de Lei 3.657/89, conhecido como Lei Paulo Delgado, que contém três pontos: detém a oferta de leitos manicomiais financiados com dinheiro público, redireciona os investimentos para outros dispositvos assistenciais não-manicomiais e torna obrigatória a comunicação oficial de internações feitas contra a vontade do paciente, oferecendo um instrumento legal de defesa dos direitos civis.
Fonte: http://www.sermelhor.com/especial/luta_antimanicomial.








