A advogada do Procon, Maria Rachel Castro Fernandes, procuradora de Marco Sallum, na CPI por Usurpação de Poder Público na Prefeitura de Formiga esteve na Câmara Municipal na tarde desta sexta-feira (24). Ela acionou a Polícia Militar e lavrou o reds 1047/14.
De acordo com a advogada, ela fez um pedido, duas vezes, por escrito, para a comissão da CPI, solicitando cópia dos autos do processo, para o seu cliente, mas que ninguém havia lhe dado uma resposta.
A redação do jornal Nova Imprensa esteve no local e registrou o ocorrido. Questionada pelo horário de trabalho, por volta das 14h30, uma vez que a advogada deveria estar prestando serviços à comunidade, por meio do Procon, Maria Rachel disse que depois pagaria essas horas e que havia trabalhado no órgão na manha desta sexta. ?Eu tenho o meu escritório de advocacia e nada me impede de advogar para os meus clientes. Esse horário no Procon, eu compenso depois?.
O funcionário da Prefeitura de Formiga, Erasmo Carlos Spíndola, também esteve na Câmara, acompanhando a advogada.
Indagada sobre o seu horário de trabalho no Procon, Maria Rachel disse: ?Não se preocupe com o meu horário de trabalho, isso é coisa minha?.
Em entrevista ao jornal, a advogada da Câmara Municipal, Adriana Prado explicou que se ela fez esse pedido por escrito, isso foi irregular. ?Somente na data de hoje foi apresentada procuração para protocolo que a constituía como advogada de Marco Sallum nos autos da CPI. O Marco Sallum solicitou a cópia dos autos, por escrito, no dia 15 deste mês. O pedido foi deferido pelo presidente da CPI, Arnaldo Gontijo no dia 17. O vereador explicou ao investigado, também por escrito, em 15 (quinze) dias lhe seria concedida vista dos autos para retirada de cópias reprográficas, mas que, no entanto, era necessário que o investigado informasse, com no máximo 5 (cinco) dias de antecedência o dia e horário que compareceria para esta finalidade, uma vez que seria necessário disponibilizar funcionário da Casa Legislativa para acompanha-lo?.
Adriana Prado continuou: ?Ou seja, eles teriam que ter avisado que viriam aqui hoje, pois a Câmara precisa se mobilizar e liberar um funcionário para acompanhá-los para as referidas cópias desses autos. Além do mais, o Arnaldo está viajando para Abaeté. Caso a comissão abra uma exceção para ela, precisa ter a assinatura dos três vereadores que fazem parte da comissão [Mauro César, Luciano Duque e Arnaldo Gontijo]. Por esta razão, aconselharam que a advogada do investigado aguardasse o deferimento pelos membros da CPI?, concluiu.






