Na tarde desta sexta-feira (24), o delegado Danilo César Basílio de Souza, da Delegacia de Repressão de Crimes Contra o Patrimônio, realizou uma coletiva de imprensa e, na ocasião, apresentou os documentos e bens apreendidos durante as investigações sobre o crime de ?Pirâmide Financeira?.
Dentre os diversos documentos estão, contratos de compromisso de compra e venda de imóveis, todo o caixa e movimentação da empresa, recibos de depósitos bancários, dentre outros.
Foram aprendidos durante a operação, joias, relógios, carros de passeio, motos, jet-ski, computadores e dinheiro, todos pertencentes aos sócios da Empresa Money Over Work. Vários desses bens também estavam em nomes dos chamados ?laranjas?, inclusive alguns já identificados.
Segundo informou o delegado Danilo César, essa forma de ganhar dinheiro é considerada como crime. ?Apuramos que eles conseguiram movimentar R$7 milhões. Os investigados, como forma de simularem a origem dos bens, colocaram os veículos em nomes de parentes ou de terceiros?.
O delegado explicou ainda que a pirâmide por si só não se sustenta, pois o alto valor a ser pago aos ?investidores? a fragiliza. No momento em que os investidores começam a solicitar o reembolso do dinheiro investido, a pirâmide ?rui? e, com isso, deixa os investidores sem ressarcimento do dinheiro investido e o provável lucro.
As pessoas que investiram, também estão sujeitas a futuras investigações e poderão vir a ser responsabilizadas. Os dois sócios da empresa, A.D.F.R e L.F.P , estão impedidos de se ausentarem da comarca sem a autorização da Justiça.
Confira parte da entrevista no vídeo com o delegado, Danilo César e com a escrivã, Renata Melo.






