O que era para ser um momento de alegria e expectativa se transformou em frustração para a empreendedora digital Paula Rosa, de 44 anos, moradora de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Após adquirir um iPhone 16 Pro Max por R$ 8.549 pela Amazon, Paula recebeu uma surpresa desagradável ao abrir a encomenda: no lugar do celular, havia um pedaço de azulejo.
A compra foi realizada na quinta-feira (18), e o produto chegou no dia seguinte. Segundo Paula, a caixa externa parecia normal, mas ao abrir a embalagem do aparelho, notou que faltava o plástico protetor padrão. Dentro, encontrou algo completamente inesperado.
“Quando abri a caixa de papelão que vem por fora, padrão, vi que a caixa do celular estava sem aquele plástico. Abri e vi que tinha uma pedra, um pedaço de azulejo, sei lá o que é isso”, contou Paula ao g1.
A empreendedora afirmou que é cliente antiga da plataforma e já realizou diversas compras sem problemas. “Compro deles há muitos anos. Já comprei todo tipo de produto, por esse motivo escolhi comprar o iPhone, mesmo encontrando preço melhor em outros lugares. Eu confiava neles e achava que estava segura. Já comprei celular antes [pela internet] e o pedido sempre chegou certo”, relatou.
Apesar do histórico positivo, ao solicitar o reembolso pelo atendimento da Amazon, Paula recebeu uma negativa por e-mail. A empresa alegou que o produto havia sido corretamente encaminhado à transportadora.
“Confirmamos que o Apple iPhone 16 Pro Max […] estava na caixa entregue à transportadora quando saiu do nosso centro de distribuição. Portanto, não vamos reembolsar ou substituir esse item”, informou a Amazon, que também lamentou o fato de a cliente procurar o Procon e afirmou que responderá ao advogado dela, caso seja notificada.

Inconformada, Paula registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar e decidiu verificar o número de série do suposto aparelho no site da Apple. A consulta revelou um novo problema: o iPhone da embalagem já havia sido ativado antes da data da compra.
“Consultei no sistema da Apple para ver se o iPhone já tinha sido ativado. Vi que o iPhone da caixa que eu recebi foi ativado no dia 1º de setembro, ou seja, 17 dias antes da minha compra. Não sei como isso aconteceu”, afirmou.
Segundo informações técnicas, o número de série é um código único que identifica o produto e permite verificar sua autenticidade. A data de ativação mostra quando o aparelho foi ligado e configurado pela primeira vez, servindo como indício de uso anterior.
O caso chamou atenção do Procon. A gerente do órgão em Divinópolis, Isabela Antunes, afirmou que a responsabilidade é da empresa, independentemente de onde ocorreu o erro.
“No caso em questão, trata-se de descumprimento da oferta por parte do fornecedor. O consumidor comprou determinado produto e não o recebeu corretamente. O problema pode ter ocorrido por erro na distribuição ou durante o transporte, mas, em ambos os casos, a responsabilidade é do fornecedor. O consumidor não pode ser penalizado por uma situação totalmente fora do seu controle”, explicou.
Isabela também alertou sobre a importância de verificar o conteúdo da encomenda no momento da entrega e registrar provas, como fotos e vídeos.
“Sempre que uma situação parecida ocorrer, o consumidor deve primeiro registrar a reclamação junto à empresa e, se não houver solução, procurar os órgãos de defesa do consumidor ou o próprio Judiciário”, completou.
Procurada pelo g1, a Amazon informou que está apurando internamente o ocorrido e que, em breve, retornará com um posicionamento oficial.
Com informações do G1 Centro-Oeste








