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Investigado por ponte furtada em Prados diz à polícia que achava ser dono da estrutura

Foto: Divulgação/ PCMG

O investigado por vender uma ponte retirada de Prados, no Campo das Vertentes de Minas Gerais, afirmou à Polícia Civil (PCMG) que acreditava ser o proprietário da estrutura. A declaração foi apresentada durante o andamento das apurações conduzidas pelas autoridades.

A ponte furtada em Prados foi localizada na quarta-feira (10), em uma área de reserva ambiental no distrito de Mogol, na zona rural de Lima Duarte, na Zona da Mata.

Segundo o 13° Departamento de Polícia Civil, o caso segue em investigação. “Agora vamos aguardar o andamento das investigações para poder apurar todos os fatos detalhadamente”, informou a instituição nesta quinta-feira (11).

A estrutura metálica foi identificada em um projeto de reserva ambiental no distrito de Mogol. O local fica em área rural do município de Lima Duarte.

De acordo com informações apuradas, a ponte foi removida de sua localização original e transportada até o novo destino antes de ser localizada pelas autoridades.

Fontes ouvidas pela Itatiaia informaram que o comprador teria pago aproximadamente R$ 700 mil pela estrutura metálica.

A ponte é composta por ferro maciço e possui cerca de:

  • 20 metros de extensão
  • 5 metros de largura

Em nota, o Ibiti Projeto afirmou que todo o processo de aquisição da estrutura ocorreu dentro da legalidade, com emissão de nota fiscal e documentação adequada.

A instituição também informou que o transporte foi realizado com autorizações dos órgãos competentes, seguindo as exigências legais.

Após surgirem questionamentos sobre a origem da ponte, o grupo declarou ter sido surpreendido com a situação e afirmou ter colaborado com as autoridades, entregando documentos e informações sobre o caso.

De acordo com a Prefeitura de Prados, a ponte metálica estava localizada na região conhecida como “Rota 58” e integrava o patrimônio do município.

A estrutura fazia parte do antigo trecho da Ferrovia Oeste de Minas, atualmente desativado, mas ainda considerado de valor histórico.

Segundo a administração municipal, o local era frequentemente utilizado por ciclistas que percorrem o antigo leito ferroviário.

A Polícia Civil informou que os responsáveis pelo furto utilizaram maquinário e ferramentas específicas para o corte da estrutura metálica.

Além disso, foi empregado um veículo de grande porte para o transporte da ponte, o que indica planejamento na ação criminosa.

 

Com informações do Itatiaia