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Restauração em esculturas sacras gera críticas e questionamentos em cidade de Minas Gerais

Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma intervenção realizada nas esculturas sacras do Monumento do Calvário de Jesus, localizado na Praça Nossa Senhora Aparecida, em Carmo do Cajuru-MG, provocou forte repercussão entre moradores e nas redes sociais. As obras religiosas tiveram os rostos repintados com novas cores e traços, alterando significativamente sua aparência original e gerando uma série de críticas por parte da população.

As alterações foram percebidas principalmente nos olhos, sobrancelhas e lábios das esculturas, que passaram a apresentar cores mais vivas e traços mais marcados. A mudança causou estranhamento entre os moradores, que afirmam que as imagens possuíam características diferentes antes da intervenção.

Fotos das esculturas começaram a circular nas redes sociais, acompanhadas de comentários que questionavam a descaracterização das obras e a falta de informações sobre os responsáveis pelo serviço.

Diante da repercussão, a Prefeitura de Carmo do Cajuru divulgou um comunicado oficial informando que não contratou, autorizou nem solicitou a realização das pinturas identificadas no local. Segundo a administração municipal, os serviços executados não são de sua responsabilidade.

O município também ressaltou que qualquer intervenção em bens públicos deve ser previamente autorizada pelos órgãos ou entidades competentes. Além disso, reafirmou seu compromisso com a preservação dos espaços públicos e do patrimônio sob sua responsabilidade.

A maioria das manifestações publicadas nas redes sociais foi negativa. Moradores demonstraram indignação com as mudanças realizadas nas esculturas religiosas.

Entre os comentários, um morador classificou a intervenção como uma descaracterização do patrimônio, afirmando que as imagens históricas, vindas da Alemanha, tiveram sua identidade alterada. Outro usuário considerou a ação um absurdo e defendeu a punição dos responsáveis.

Também houve pedidos para que o caso seja investigado. Uma internauta afirmou que a intervenção representa uma depredação do patrimônio cultural e defendeu a apuração dos fatos, com eventual responsabilização dos envolvidos.

Até o momento, não há informações oficiais sobre quem realizou o serviço de pintura nas esculturas. Também não foi informado se serão adotadas medidas para restaurar as obras às suas características anteriores.

Enquanto isso, o caso continua repercutindo entre moradores e nas redes sociais, onde a intervenção segue sendo alvo de críticas e debates sobre a preservação do patrimônio cultural e religioso do município.

Com informações do Metrópoles