O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi assinada nessa sexta-feira (3), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre a medida desde 27 de março, por determinação de Moraes, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. O prazo inicial de 90 dias havia expirado na quinta-feira, 25 de junho.
Durante o período, segundo as informações apresentadas, o ex-presidente cumpriu as regras impostas pelo ministro. Nas últimas semanas, a defesa informou que Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e solicitou a realização de novos exames.
No mesmo período, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, fato que resultou na abertura de um inquérito.
Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos. As visitas ficaram restritas às pessoas autorizadas por Alexandre de Moraes, incluindo filhos, netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários.
O ex-presidente reside com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Por morarem no imóvel, eles não dependem de autorização judicial para permanecer na residência. Já outros familiares, como as netas de Bolsonaro, precisaram de autorização para as visitas.
Conforme a decisão judicial, Bolsonaro permanece proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da PMDF não apontam descumprimento dessas restrições.
Desde o início da prisão domiciliar, Bolsonaro deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro. Ele permaneceu internado por quatro dias e, em seguida, retornou ao cumprimento da medida.
Diferentemente do período em que cumpriu prisão domiciliar em 2025, desta vez Bolsonaro não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi determinada por Alexandre de Moraes ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças, em razão do quadro de saúde considerado vulnerável.
Com informações do Metrópoles






