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Banho quente pode prejudicar a pele e acelerar o envelhecimento

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

O banho quente costuma ser um momento de relaxamento, principalmente nos dias frios. No entanto, segundo especialistas, o hábito pode trazer consequências para a saúde da pele. Embora a água em alta temperatura não seja uma causa direta do envelhecimento, a exposição frequente ao calor excessivo pode comprometer a barreira de proteção natural do organismo, favorecendo o ressecamento, a inflamação e a perda de elasticidade ao longo do tempo.

Com a barreira cutânea fragilizada, a pele perde água com mais facilidade e fica mais vulnerável à ação de agentes externos. Como resultado, podem surgir linhas finas, aspecto opaco, sensibilidade e agravamento de doenças dermatológicas, tornando os sinais do envelhecimento da pele mais evidentes.

De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, a principal consequência do banho muito quente é a remoção dos lipídios responsáveis por proteger a pele e manter sua hidratação natural.

“A água muito quente remove os lipídios que formam a barreira cutânea, aumentando a perda de água pela pele. Como consequência, surgem ressecamento, sensibilidade, descamação e maior suscetibilidade a irritações”, explica a especialista.

A médica ressalta que esse efeito pode ocorrer em qualquer pessoa, mas tende a ser mais intenso quando o hábito de tomar banhos muito quentes é frequente e prolongado.

Segundo as especialistas, alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos da água muito quente. Crianças, idosos e pessoas com dermatite atópica, psoríase, rosácea ou pele sensível apresentam uma barreira cutânea naturalmente mais delicada e, por isso, precisam de atenção redobrada.

A dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, da Clínica InDerm, em Salvador, afirma que esses pacientes costumam perceber rapidamente os efeitos do calor excessivo.

“Os primeiros sinais costumam ser ressecamento persistente, sensação de repuxamento logo após o banho, descamação, coceira e aumento da sensibilidade. Em algumas pessoas, também podem surgir vermelhidão, pequenas fissuras, irritação e piora de doenças como dermatite e psoríase”, destaca.

Para reduzir os danos causados pela água quente, as dermatologistas recomendam que os banhos sejam mornos, com temperatura entre aproximadamente 34 °C e 37 °C, e duração entre cinco e dez minutos, podendo chegar, no máximo, a 15 minutos.

As especialistas também orientam evitar o uso excessivo de sabonetes, especialmente os mais agressivos, secar a pele sem esfregar a toalha e aplicar hidratante logo após o banho, enquanto a pele ainda estiver levemente úmida.

Segundo as especialistas, manter esses cuidados contribui para restaurar a barreira cutânea, reduzir a perda de água e preservar a hidratação natural da pele. Com isso, é possível manter a pele saudável e minimizar os efeitos relacionados ao envelhecimento cutâneo.

 

Com informações do Metrópoles