A briga por votos para prefeito nas eleições 2024 em Minas Gerais vai ter embate “nós contra eles” – espelhado na polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ocupante do cargo Jair Bolsonaro (PL) –, aposta no “CPF” de quem vai disputar o cargo e candidatos que passaram por treinamento de gestão.

Em meio às estratégias, partidos que registraram recuo no número de prefeituras ganhas em 2020, na comparação com 2016, acreditam em resultados melhores nas eleições deste ano, e algumas ainda arriscam projeções de quantas cidades podem conquistar.

O presidente estadual do PL, Domingos Sávio, afirma que a tática do partido em Minas nas eleições 2024 envolverá duas frentes: uma será a imagem local do candidato e a apresentação de suas propostas. A outra será a adoção do estilo “nós contra eles”.

Nesse sentido, conforme o dirigente, o nome do partido nas cidades em que vai concorrer deverá deixar claro que é de direita e está contra o presidente Lula. “É preciso defender os princípios que nos tornam opositores do PT”, argumenta.

Esses princípios, segundo Domingos Sávio, vão além, por exemplo, do posicionamento contrário ao aborto, um dos temas centrais dos discursos de integrantes da legenda. “Vamos falar também da defesa da propriedade privada”, afirma o presidente do partido no Estado.

O PL tem 40 prefeituras em Minas, segundo o presidente da legenda no Estado, e pretende mais que dobrar esse número, passando para pelo menos 100. O dirigente frisa, porém, que uma projeção mais precisa de prefeituras a serem conquistadas neste ano sairá após as convenções partidárias, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Nesses encontros acontece a definição dos nomes dos candidatos e das coligações.

O deputado estadual Cristiano Silveira, presidente estadual do PT, principal rival do PL no plano nacional, afirma que a campanha da legenda em Minas vai enfatizar o “CPF”, ou seja, a biografia do nome na disputa e as propostas que pretende apresentar para a cidade.

A confrontação entre Lula e Bolsonaro, citada pelo dirigente do PL, não deverá ocorrer da parte do PT, de acordo com Silveira. “Não haverá ataques nesse aspecto de apontar o fascismo e essa pauta de costumes que não está em discussão na eleição municipal. O que vamos fazer é dizer que a vitória de um candidato alinhado ao governo federal ajuda no desenvolvimento da cidade”, afirma Silveira.

O dirigente petista diz ainda que as campanhas do partido e aliados vão mostrar obras na cidades que tiveram recursos do governo federal, como as do programa Minha Casa, Minha Vida, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a construção de institutos federais de ensino.

Silveira prefere não projetar o número de prefeituras que acredita ser possível ganhar, mas diz que o total será maior que os atuais 28 municípios. A legenda pretende lançar cerca de 200 candidatos a prefeitos no Estado em 2024.

Fonte: O Tempo

 

 

 

 

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