O coração de Dom Pedro I, emprestado por Portugal ao governo brasileiro para as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, chegará ao país nesta segunda-feira (22).

A confirmação da chegada foi feita na última quarta-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Porto, cidade portuguesa em que o coração do antigo imperador é mantido, Rui Moreira.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) vai ser o responsável pelo transporte entre os países. O coração vai inicialmente ao Palácio do Planalto para depois ser exposto no Palácio do Itamaraty. A previsão é de que o retorno a Portugal ocorra em 8 de setembro, um dia após a data de comemoração da Independência do país.

Entenda a situação

A chegada do coração do antigo imperador ao Brasil, atende a um pedido feito pelo governo brasileiro que solicitou o empréstimo ao Brasil. A justificativa para a solicitação é a importância atribuída à figura de dom Pedro. Primeiro imperador do Brasil, ele é conhecido pelos brasileiros como Pedro I, e, em Portugal, como dom Pedro 4º.

O coração encontra-se preservado em formol, protegido por cinco chaves, e fica em um espaço na igreja da Lapa. Devido à fragilidade do material, seu manuseio e exibição são bastante restritos. Ainda que o corpo de Dom Pedro I esteja guardado no parque da Independência, no complexo do Museu do Ipiranga, em São Paulo, o coração ficou no Porto a pedido do próprio monarca, que expressou o desejo em testamento.

A decisão foi tomada como um reconhecimento ao papel que a cidade teve na luta que dom Pedro travou com os exércitos de seu irmão mais novo, dom Miguel, pelo trono de Portugal. Dom Pedro 1º abdicou do trono brasileiro menos de uma década depois da Independência, em abril de 1831.

Em meio à instabilidade política no Brasil e na Europa, decidiu voltar à Europa para reconquistar a coroa para sua filha, Maria da Glória, reconhecida como herdeira legítima pelas monarquias do continente.

Assim, Portugal mergulhou numa sangrenta guerra civil, entre as tropas absolutistas, de dom Miguel, e as liberais, de dom Pedro. O Porto, mesmo sitiado por mais de um ano, resistiu e foi crucial para a vitória de Pedro I, que morreria de tuberculose meses após o fim do conflito, em setembro de 1834, aos 35 anos.

Fonte: O Tempo

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