Sintomas como sede constante, fome excessiva e perda de peso sem explicação podem ser indicativos do desenvolvimento da diabetes. Por serem sinais iniciais, muitas pessoas acabam ignorando os indícios, associando-os ao cansaço, estresse ou má alimentação.
Especialistas destacam que, além dos sinais mais conhecidos, a visão embaçada, infecções urinárias recorrentes e episódios frequentes de candidíase também podem estar entre as primeiras manifestações da doença.
Outros sintomas incluem aumento da frequência urinária, cansaço, feridas de difícil cicatrização, formigamento nas mãos e nos pés, além do escurecimento da pele em regiões como pescoço e axilas. Em conjunto, esses sinais indicam que o organismo já apresenta dificuldades em manter o controle metabólico.
Existem três tipos principais da doença. A diabetes tipo 1 surge de forma abrupta, devido à ausência de produção de insulina. Já a diabetes tipo 2, responsável por cerca de 90% dos casos, se desenvolve lentamente e pode levar anos até apresentar sintomas claros. Há ainda a diabetes gestacional, identificada durante a gravidez e considerada temporária ou um sinal de alerta.
Segundo a médica Jamilly Drago, o tipo 2 é especialmente difícil de perceber. “A glicose se eleva aos poucos, durante anos, sem provocar sinais. A doença pode evoluir de forma silenciosa, porque o corpo vai se adaptando”, explica.
O diagnóstico da diabetes é feito por meio de exames simples, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose. De acordo com o médico Wandyk Allison, esses exames permitem identificar não apenas a doença, mas também alterações metabólicas em estágios iniciais.
Especialistas ressaltam que os sintomas, isoladamente, podem ter outras causas, mas, quando aparecem de forma frequente ou sem explicação, devem ser investigados por um profissional de saúde.
Quando não diagnosticada e tratada, a diabetes pode causar uma série de complicações. Entre elas estão doenças cardiovasculares, problemas renais, alterações na visão, lesões nos nervos e queda na qualidade de vida.
O médico alerta que a condição provoca um processo contínuo de inflamação, resistência à insulina e danos aos vasos sanguíneos ao longo do tempo.
A recomendação é que pessoas acima de 30 a 35 anos, com sobrepeso, histórico familiar, sedentarismo, estresse ou outros fatores de risco realizem exames periódicos.
Mudanças no estilo de vida também desempenham papel fundamental no controle da doença. Alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, melhora do sono e redução do estresse podem não apenas controlar os sintomas, mas até levar à remissão da diabetes tipo 2 em fases iniciais.
A identificação precoce dos sinais da diabetes é essencial para evitar complicações e garantir qualidade de vida. Diante de sintomas persistentes, a orientação é buscar avaliação médica e realizar exames, já que o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no controle da doença.
Com informações do Metrópoles







