No dia 08 (oito) de Janeiro de 2022, no município de Capitólio, mais especificamente, nos Canyons de Furnas, um paredão rochoso desabou sobre quatro embarcações, tirando a vida, no mínimo, de 10 (dez) pessoas e ferindo mais de 20 (vinte).

O Lago de Furnas, nacionalmente conhecido, tanto pelo turismo, quanto pela produção de energia, nos últimos anos, vem sofrendo com seu baixo nível provocado pela ação Antrópica.

De forma irresponsável, os órgãos competentes pelas águas nacionais, destruíram o potencial turístico dessa região, para atender a interesses políticos e financeiros daqueles, cujos escritórios, estão de vento em poupa, na Avenida Paulista, onde as cifras financeiras ($) falam mais alto do que as vidas dos ribeirinhos, que durante dezenas de anos, tiraram seu sustento do lago de Furnas, além de preservarem a fauna e a flora de toda essa região.

Curioso que, existe uma informação ventilada a todos os cantos que mais de R$ 300 milhões de reais foram empenhados para explosão de uma pedra nas profundezas da hidrovia Tietê – Paraná, dinheiro esse evaporado, sem solução do problema e, consequentemente, castigando novamente o lago de Furnas.

Agora, mais uma vez, de forma trágica, o Lago de Furnas volta aos holofotes nacionais, mas o cerne do problema não seria o Nível do Lago de Furnas? Algumas perguntas deveriam ser respondidas pelas autoridades das águas nacionais, bem como pelos órgãos de controle como Tribunal de Contas da União (TCU), Procuradoria Geral da República (PGR), Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais.

São elas:

1)            Teria ocorrido a Tragédia nos Canyons de Furnas, caso o nível do Lago de Furnas estivesse acima de 762m?

2)            Qual a responsabilidades das agências reguladora das águas sobre o baixo nível do Lago de Furnas?

3)            Como foi usado os Milhões de Reais destinados para explodir a pedra no fundo da hidrovia Tiête-Paraná?

4)            Não seria obrigação dos órgãos de controle, Tribunal de Contas da União (TCU), Procuradoria Geral da República (PGR), Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, responder a toda população porque razão o nível de furnas permanece baixo nos últimos anos?

Enquanto os Desembargadores, Juízes, Procuradores e Promotores, não assumirem o protagonismo na defesa do Lago de Furnas, na defesa da vida e na defesa do meio ambiente, vidas continuarão a ser tiradas, uma a uma, ou, como agora, dez de uma só vez.

Autor:

Um anônimo que faz questão de frisar que: o texto acima, apenas reflete o desabafo de um simples ribeirinho que vê o lago da sua infância sangrar a cada ano.

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