A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (7) um jovem de 22 anos suspeito de participação no assassinato de Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, ganhador de R$ 47,1 milhões da Mega-Sena em setembro de 2020. O crime ocorreu em setembro deste ano, em Hortolândia (110 km de SP).

Segundo a delegada Juliana Ricci, titular da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Piracicaba, o suspeito foi preso na casa em que morava, em Campinas (93 km de SP). No local, a polícia encontrou o Ford Fiesta preto que teria sido usado no sequestro de Dias e que foi aparece em imagens de câmeras de monitoramento.

O jovem não era um dos procurados pelo crime, mas acabou preso em flagrante após a polícia encontrar um revólver calibre 38, com a numeração suprimida, dentro do Ford Fiesta que estava em sua casa.
Segundo Ricci, ele vai responder por porte ilegal de armas e passa a ser também investigado pela participação na morte Dias. A identidade do suspeito ainda não havia sido divulgada até a manhã dessa sexta.

Outras três pessoas já foram presas pelo crime. Há ainda um foragido, Marcos Vinícius Sales de Oliveira.

A investigação identificou os suspeitos com a ajuda de imagens de câmeras que registraram o momento em que Jonas Dias foi abordado pelos criminosos enquanto caminhava próximo de sua casa.

O ganhador da Mega foi encontrado com sinais de espancamento na alça da rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Hortolândia, em 14 de setembro -um dia após ter sido levado pelos criminosos. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Os suspeitos chegaram a roubar R$ 20 mil de Dias por meio de transferências bancárias e via Pix, mas não conseguiram obter quantias maiores -o que é apontado pela polícia como a motivação das agressões que o levaram à morte.

Dias, considerado pacato pelos amigos, não tinha pais vivos. Morava na casa da família, na periferia de Hortolândia, com um irmão e uma irmã em uma casa na e nunca se casou. Após se tornar milionário, não quis se mudar do bairro nem mudou seus hábitos, segundo amigos.

Fonte: O Tempo

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