A Copa Centenário, disputada em 1977, para comemorar os 100 anos de Belo Horizonte, teve como palco de todos os seus jogos, os estádios Mineirão e Independência, os dois principais cenários do futebol mineiro. Na ocasião, a disputa ainda foi nos antigos estádios, antes das reformas para a Copa do Mundo, disputada no Brasil em 2014.

A partir daí,o Mineirão já iniciou algumas mudanças. Em 2004, por exemplo, o estádio ganhou cerca de 65 mil cadeiras, que ‘encolheram’ o público, diminuindo a capacidade de público. As novas cadeiras foram inauguradas na vitória da seleção brasileira por 3 a 1 sobre a Argentina, com três gols de Ronaldo, contra um de Sorín, em 2 de junho daquele ano, em jogo válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006.

Para as reformas visando o Mundial de 2014, o Mineirão foi fechado para o futebol em 6 de junho de 2010, quando foi disputada a última partida no antigo estádio. Naquela ocasião, o Atlético foi derrotado pelo Ceará, por 1 a 0, gol do atacante Washington, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O Galo, de Vanderlei Luxemburgo, tinha, em campo, nomes como o goleiro Aranha, o meia Ricardinho, e os atacantes Muriqui e Diego Tardelli. Foi a estreia do também atacante Neto Berola, que entrou no lugar de Ricardinho.

Inaugurado em 5 de setembro de 1965, com a vitória da Seleção Mineira sobre o River Plate, da Argentina, por 1 a 0, gol de Buglê, o Gigante da Pampulha tem números que não serão mais alcançados. Por exemplo, o recorde de público geral foi registrado em 14 de julho de 2001, na gravação do DVD Preciso de Ti, da banda brasileira Diante do Trono, com a presença de mais de 210.000 pessoas.

Em relação ao futebol, o maior público presente foi em 22 de junho de 1997, na vitória por 1 a 0 do Cruzeiro sobre o Villa Nova, gol de Marcelo Ramos, na final do Campeonato Mineiro, quando 132.834 pessoas estiveram presentes. Naquela partida, o público pagante foi de 74 857 pessoas.

O jogo com maior público da história da Copa Libertadores envolvendo uma equipe brasileira no Mineirão foi registrado também naquele ano, em 1997, na decisão do torneio, quando 106.853 pessoas assistiram à vitória do Cruzeiro sobre o Sporting Cristal, do Peru, por 1 a 0, gol de Elivélton.

Já o recorde de público pagante da história do Mineirão aconteceu em 4 de maio de 1969, na vitória do Cruzeiro por 1 a 0, no clássico com o Atlético pelo Campeonato Mineiro, gol de Natal, com 123.351 pagantes.

O último evento no antigo estádio foi um show da banda mineira Skank, em 19 de junho. Em fevereiro do ano seguinte, foram iniciadas as obras, que durariam dois anos, dez meses e 26 dias, até a reinauguração, em 3 de fevereiro de 2013, na vitória do Cruzeiro sobre o Atlético, por 2 a 1, gols de Marcos Rocha, contra, o primeiro do novo Mineirão, e Dagoberto, para os celestes, e Araújo, para o Alvinegro, que contava com Ronaldinho Gaúcho. Naquele dia, foram 52.980 pagantes no estádio, para R$ 3.677.635,00 de renda.

Depois da reinauguração, o Mineirão tornou-se uma arena multiuso, com capacidade, nas cadeiras, para cerca de 62 mil pessoas. Em 2013, recebeu três jogos pela Copa das Confederações, seis jogos pela Copa do Mundo de 2014, e outras seis partidas pelos Jogos Olímpicos de 2016.

Além do futebol, o estádio recebeu grandes eventos, como shows do ex-Pink Floyd Roger Waters, de Elton John, do ex-beatle Paul McCartney, de Beyoncé e da banda norte-americana Pearl Jam. Ainda recebeu o Axé Brasil. E na esplanada, ao lado de fora, contou com shows de Black Sabbath, Foo Fighters, Los Hermanos, Iron Maiden, e os festivais Planeta Brasil 2014 (com participação do Guns N’ Roses) e Circuito Banco do Brasil 2014.

O outro palco da Copa Centenário, o estádio Raimundo Sampaio, ou Independência, também sofreu muitas modificações. Inaugurado em 1950, para a disputa da Copa do Mundo, passou por muitas reformas e foi reinaugurado em 2012, como Arena Independência.

Até então, o recorde de público era de 32.721 pessoas, que assistiram à vitória da Seleção Mineira por 1 a 0, sobre a Seleção Guanabara (Carioca), em 27 de janeiro de 1963, em partida válida pelo primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1962, que era disputado por seleções estaduais.

Hoje, a capacidade é de cerca de 23 mil pessoas. Naquele mesmo ano da disputa da Copa Centenário, em 1997, o América incorporou o clube Sete de Setembro, registrando em cartório o estádio como patrimônio do clube.

Assim como ocorreu no Mineirão, o Independência teve obras iniciadas em janeiro de 2010, para a Copa do Mundo de 2014. O estádio, localizado no bairro Horto, na região Leste da capital mineira, seria usado como local de treinamento para várias seleções que estariam na disputa do Mundial. A obra, que tinha prazo de entrega em setembro daquele mesmo ano, passou para março de 2011. O estádio foi praticamente demolido e refeito e foi palco de momentos históricos do Atlético na Copa Libertadores de 2013.

Fonte: O Tempo

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