Seis meses após o desaparecimento dos irmãos Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, o caso continua sem solução. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, em Bacabal, no interior do Maranhão, e, desde então, uma ampla força-tarefa foi mobilizada para tentar localizá-las. Apesar das buscas intensas e de diversas linhas de investigação, o paradeiro dos irmãos permanece desconhecido.
Agatha, Allan e o primo Anderson Kauã desapareceram após saírem para brincar nas proximidades da residência da avó, em uma área de mata no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município. Ao perceberem que as crianças demoravam para retornar, os familiares iniciaram buscas por conta própria e, em seguida, acionaram as autoridades.
Três dias depois, Anderson Kauã foi encontrado com vida em uma região de mata próxima ao local onde havia sido visto pela última vez com os primos. A criança estava debilitada, desidratada e assustada. Após receber atendimento médico e acompanhamento psicológico, prestou depoimento especial à Polícia Civil. Segundo seu relato, os três caminharam juntos até uma casa abandonada, mas ele acabou se separando dos primos ao tentar buscar ajuda, perdendo-se na mata.
A casa abandonada, conhecida pelos moradores como “casa caída”, passou a integrar as investigações após cães farejadores indicarem que as três crianças estiveram no imóvel. No local, as equipes encontraram indícios da presença dos menores, mas nenhum elemento foi suficiente para indicar o destino de Agatha e Allan após deixarem a construção. A partir dessa descoberta, as buscas foram intensificadas nas áreas próximas, incluindo regiões de mata e cursos d’água.
As operações mobilizaram bombeiros militares, policiais civis e militares, equipes da Defesa Civil, especialistas em salvamento, voluntários, moradores, além de integrantes do Exército e da Marinha. As equipes utilizaram drones, helicópteros, embarcações, cães farejadores e equipamentos de georreferenciamento para percorrer áreas de mata, rios e locais alagados. Ao longo da segunda semana de buscas, mais de mil pessoas já haviam participado da força-tarefa.
Diante da ausência de respostas, o desaparecimento dos irmãos foi incluído no protocolo Amber Alert, ferramenta utilizada para ampliar a divulgação de casos de crianças desaparecidas. Apesar da ampla divulgação, nenhuma informação levou à localização de Agatha e Allan.
Seis meses após o desaparecimento, o caso permanece sem solução. O depoimento de Anderson Kauã e os indícios encontrados na casa abandonada ajudaram a reconstruir parte dos acontecimentos, mas ainda não esclareceram o destino das crianças. A investigação continua aberta, enquanto familiares seguem aguardando respostas.
Com informações do Itatiaia






