O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, apareceu com barba e bigode aparados em fotos obtidas com exclusividade pelo Metrópoles após sua prisão em São Paulo. As imagens foram registradas no Complexo Penal II de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Após ser preso, Vorcaro passou pelos procedimentos padrões de inclusão no sistema carcerário. Durante o processo, ele teve a barba e o bigode raspados e trocou as roupas civis pelo uniforme da unidade prisional, composto por camiseta branca e calça bege.
De acordo com Fabio Jabá, presidente do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sifuspesp), o corte de cabelo não é obrigatório, embora seja comum entre os detentos. “Apesar de ser comum, o corte de cabelo não é uma imposição, mas a remoção da barba, é. Muitos presos pedem para raspar o cabelo com medo de contrair sarna ou piolho”, explicou.
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na gestão do banco Master e um suposto rombo de até R$ 40 bilhões no sistema financeiro.
O banqueiro foi detido na residência onde mora, no bairro Jardins, um dos mais caros de São Paulo, e levado para a Superintendência da Polícia Federal, localizada na zona oeste da capital paulista. No mesmo local, o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel, considerado o número dois no esquema investigado, se entregou às autoridades no fim da manhã.
Durante audiência, foi mantida a prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O magistrado assumiu a relatoria do caso após ser identificada uma relação próxima entre o ministro Dias Toffoli e os alvos da investigação.
No dia seguinte, na quinta-feira (5), Vorcaro e Zettel foram transferidos para a Penitenciária de Potim, localizada no Vale do Paraíba.
Já nesta sexta-feira (6), Daniel Vorcaro deixou sozinho o sistema penitenciário paulista e foi encaminhado para um presídio federal em Brasília, enquanto as investigações da Operação Compliance Zero seguem em andamento.
Com informações do Metrópoles







