Ciência e Saúde

Prefeitura de Belo Horizonte decreta situação de emergência por doenças respiratórias

Foto: Rodrigo Clemente / PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte decretou, nesta sexta-feira (10), situação de emergência em saúde pública em razão do aumento de casos de doenças respiratórias na capital. A medida tem como objetivo reforçar a assistência prestada à população usuária da rede SUS-BH e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

A decisão foi tomada com base na tendência de crescimento dos atendimentos. Segundo a administração municipal, caso o aumento se mantenha, o pico de casos pode ocorrer entre as semanas epidemiológicas 16 e 17, no período de 19 de abril a 2 de maio.

A medida é adotada em um cenário de pressão crescente sobre as unidades de saúde, com registros de superlotação em centros de saúde e UPAs devido às doenças respiratórias.

Com o decreto, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), passa a ter acesso ampliado a recursos dos governos federal e estadual.

Isso permitirá a contratação de mais profissionais, ampliação do horário de funcionamento das unidades de saúde, criação de novos serviços e maior agilidade na compra de equipamentos, insumos e medicamentos.

Declarações das autoridades

O prefeito Álvaro Damião destacou que o aumento de casos não é um problema exclusivo da capital e está relacionado às mudanças climáticas sazonais. Ele reforçou ainda a importância da vacinação para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde.

Já o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, afirmou que o aumento na procura por atendimento já era esperado neste período de sazonalidade. Segundo ele, a situação de emergência permite ampliar a capacidade de resposta da rede SUS-BH e garantir assistência adequada à população.

Em 2026, já foram registrados cerca de 112 mil atendimentos a pessoas com sintomas de doenças respiratórias nos 153 centros de saúde e nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

As faixas etárias com maior procura são as de 20 a 39 anos, com pouco mais de 15 mil atendimentos, seguidas pelas pessoas de 40 a 59 anos, com cerca de 11 mil registros.

Em relação às solicitações de internação, já foram contabilizados mais de 3,7 mil pedidos. Os idosos com 60 anos ou mais representam o grupo com maior demanda, com mais de 1,8 mil registros, seguidos pela faixa de 40 a 59 anos, com quase 600 solicitações.

Para ampliar o acesso aos serviços, a SMSA oferece teleconsultas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, destinadas a casos leves, incluindo sintomas respiratórios. O agendamento pode ser feito online, por meio do portal da Prefeitura.

Vacinação como estratégia de prevenção

O secretário reforçou ainda a importância da vacinação e informou que a Campanha de Vacinação contra a Gripe foi antecipada para os grupos prioritários, com o objetivo de reduzir complicações, internações e óbitos.

Atualmente, o município disponibiliza vacinas contra gripe, covid-19 e outras doenças respiratórias, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente para gestantes a partir da 28ª semana de gestação.

Diante do aumento expressivo dos casos de doenças respiratórias, Belo Horizonte adota medidas emergenciais para reforçar sua rede de saúde. A estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento, reduzir a sobrecarga das unidades e reforçar a prevenção por meio da vacinação.

Com informações da Prefeitura de Belo Horizonte