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Venezuela registra novo tremor e permanece em situação crítica após terremotos que deixaram 1,5 mil mortos

Foto: Magnific

A Venezuela voltou a registrar um tremor de terra na manhã desta segunda-feira (29), cinco dias após os dois terremotos que devastaram o país e deixaram cerca de 1,5 mil mortos. Segundo a imprensa internacional, o novo abalo teve magnitude estimada em 4,1 e atingiu a região de Caraballeda, no litoral venezuelano, a cerca de 30 quilômetros da capital, Caracas.

Na última quarta-feira (24), o país foi atingido por terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. Na sexta-feira (26), um terceiro abalo, de intensidade semelhante ao desta segunda-feira, já havia sido registrado.

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas ainda permanecem desaparecidas no país. As equipes de resgate, formadas por socorristas venezuelanos e missões internacionais, seguem atuando para localizar sobreviventes sob os escombros.

Embora especialistas apontem que as primeiras 48 a 72 horas após um desastre natural sejam decisivas para o resgate de vítimas, ainda há registros de sobreviventes. Segundo o governo venezuelano, 33 pessoas foram retiradas com vida dos escombros apenas nesse domingo (28).

As ações de busca são consideradas extremamente complexas. O trabalho manual, as altas temperaturas e o risco de novos desabamentos dificultam o avanço das equipes. Voluntários também relatam o aumento do odor de corpos em decomposição nas áreas atingidas.

Apesar da redução nas chances de encontrar sobreviventes, centenas de voluntários continuam atuando nas operações.

A região de La Guaira, vizinha a Caracas, foi a mais atingida pelos terremotos. No domingo, equipes internacionais de resgate chegaram em maior número à área após dias de críticas de moradores, que apontaram lentidão na resposta inicial ao desastre.

Nos primeiros dias após os terremotos, grande parte das buscas foi realizada por moradores e voluntários. A presidente interina Delcy Rodríguez pediu a continuidade das operações e anunciou medidas para atender famílias que perderam suas moradias.

Segundo as autoridades, mais de 770 edifícios desabaram parcial ou totalmente, incluindo prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e hospitais. A ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos terremotos, em um país com cerca de 30 milhões de habitantes.

O risco de novos tremores segue elevado. Apenas no domingo (28/6), abalos de magnitudes 4,2 e 4,5 também foram registrados.

O governo venezuelano informou ainda que mais de 14 mil militares e policiais foram mobilizados para patrulhar La Guaira, onde o acesso está restrito e só é permitido mediante autorização especial.

Enquanto as operações de resgate continuam, moradores relatam episódios de saques em áreas destruídas, incluindo invasões a farmácias e supermercados.

Parte da população também denuncia lentidão na distribuição de ajuda humanitária e escassez de alimentos, água e medicamentos nas regiões mais afetadas pelo desastre.

 

Com informações do Estado de Minas