O Brasil registrou um aumento no número de feminicídios no primeiro trimestre de 2026, atingindo o maior patamar dos últimos 11 anos. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontam 399 vítimas entre janeiro e março, representando alta de 7,55% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, responsável pela série histórica iniciada em 2015, o número de feminicídios apresentou crescimento expressivo na última década. Em 2015, foram registrados 125 casos no mesmo período, número que saltou para 399 em 2026 — um aumento aproximado de 219%.
A distribuição dos casos no primeiro trimestre deste ano foi de 142 vítimas em janeiro, 123 em fevereiro e 134 em março.
O volume atual representa uma média de quatro mortes por dia, índice semelhante ao observado ao longo de 2025. No ano passado, o país também registrou o maior número anual de feminicídios já contabilizado, com ao menos 1.470 mulheres assassinadas em contextos de violência doméstica, familiar ou motivada por misoginia.
Esse total superou os 1.464 casos registrados em 2024, indicando um crescimento de 0,41%.
O estado de São Paulo lidera o ranking nacional, com 86 registros no primeiro trimestre de 2026. O número representa o maior já registrado no estado para o período desde o início da série histórica, em 2018, além de um aumento de 41% em relação aos 61 casos contabilizados no mesmo intervalo de 2025.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com 42 registros; Paraná, com 33; Bahia, com 25; e Rio Grande do Sul, com 24.
Por outro lado, Acre e Roraima não registraram casos de feminicídio no período analisado.
Os dados mais recentes reforçam a tendência de crescimento dos feminicídios no país ao longo dos últimos anos, evidenciando a gravidade da violência contra a mulher no Brasil e a necessidade de monitoramento contínuo por parte das autoridades.
Com informações do Metrópoles







