No mundo moderno, questões profissionais e econômicas são os principais fatores para a ocorrência da maternidade tardia. A novidade, nesse cenário, é uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), aprovada no mês de setembro, que permite o tratamento de fertilização in vitro para mulheres com idade acima de 50 anos.

Os procedimentos poderão ser realizados, desde que as pacientes assumam os riscos juntamente com seus médicos. A mudança na política para reprodução assistida também prevê que casais de mulheres lésbicas possam ter gestação compartilhada, com uma recebendo o óvulo da outra, após a fecundação, por meio do espermatozoide de um doador.

“Mulheres com o avançar da idade possuem maior probabilidade de ter um parto prematuro, com todas as complicações decorrentes desta situação, além de um maior risco de episódios de pressão alta e diabetes gestacional. Acima de 35 anos, de um modo geral, inicia-se uma queda da capacidade reprodutiva. a partir de 43 anos, esta chance é bem reduzida”, alerta Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

O especialista reitera que mulheres que pretendem ter filhos tardiamente devem ser avaliadas em relação a comorbidades como hipertensão, diabetes, cardiopatias ou doenças renais, por exemplo. “A idade é um fator chave para possíveis complicações na gravidez, mesmo em pacientes sem nenhuma alteração identificável nos exames de rotina, além da própria dificuldade em engravidar e do maior risco de doenças genéticas para o bebê”, afirma o especialista.

O médico ainda ressalta que, nestes casos, um acompanhamento médico ainda mais cuidadoso é imprescindível. “Um pré-natal adequado é essencial para reduzir os riscos da gestação e possibilitar que a futura mamãe aproveite essa fase da melhor maneira possível”, finaliza.

 

 

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