Política

Flávio Bolsonaro classifica condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF como “grande injustiça”

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Pedro França/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que a condenação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma “grande injustiça” e alegou motivação de vingança por parte da Corte.

A decisão, tomada pela Primeira Turma do STF nessa terça-feira (16), resultou na condenação do ex-parlamentar e em sua inelegibilidade por até 12 anos.

Por unanimidade, os ministros do STF condenaram Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de 50 dias-multa, com valor de dois salários mínimos cada, totalizando aproximadamente R$ 162 mil.

O colegiado entendeu que o ex-deputado cometeu o crime de coação no curso do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022.

Segundo os ministros, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do STF e tentar interferir nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, com o objetivo de beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O entendimento do tribunal também aponta que, por se tratar de condenação por órgão colegiado envolvendo crime contra a administração da Justiça, o ex-deputado fica impedido de disputar eleições desde a data da decisão até oito anos após o cumprimento integral da pena.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou a decisão e afirmou que o processo seria “absolutamente nulo”.

“Mais uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro, num processo que é absolutamente nulo sobre qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de Moraes deveria se declarar impedido para julgar essa causa, já que em tese ele é a vítima, portanto, ele é parte sim nesse processo”, afirmou.

Flávio também afirmou que o ministro Alexandre de Moraes seria “suspeito para julgar” e declarou que haveria “uma questão pessoal” envolvendo o caso, classificando a decisão como uma “vingança”.

 

Com informações da CNN Brasil