O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que os pais poderão levar seus filhos para se vacinarem contra a Covid-19 “se assim desejarem”. A declaração foi feita nesta terça-feira (4), dia em que a pasta realiza audiência pública sobre a imunização infantil.

“Nós teremos as doses, como todos já sabem e os pais podem, livremente, dentro do que o Ministério da Saúde estabelece e que eu espero que seja seguido por estados e municípios, levarem seus filhos para vacinação se assim desejarem”, disse Queiroga.

Ele reforçou que as doses da Pfizer, vacina autorizada para o público de 5 a 11 anos, devem chegar ao Brasil em 10 de janeiro. Nessa segunda-feira (3), o ministro havia afirmado que a distribuição das vacinas será feita na segunda quinzena deste mês. O cronograma com a entrega das doses pediátricas deve ser apresentado nesta quarta-feira (5).

Queiroga também disse que “vacinação não tem relação” com aula. Nas últimas semanas, ele foi cobrado por secretários municipais e estaduais de Educação a fazer a vacinação de crianças durante o período de férias escolar, para que o grupo retome as aulas presenciais já imunizado.

“Vacinação não tem relação com a aula. Inclusive, a Unicef já pontuou isso, a ONU, a Organização Mundial de Saúde. É parar de criar espuma em relação a questões que são secundárias em relação ao enfrentamento da pandemia de Covid-19”, frisou.

Ainda nesta terça, Queiroga citou artigo científico que defende a imunização de crianças contra a infecção pelo coronavírus para contestar decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de autorizar a vacina da Pfizer.

O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine e indica “perfil de segurança favorável” e ausência de “efeitos adversos graves relacionados à vacina” em crianças.

O artigo mostra, ainda, eficácia de 90,7% do imunizante para a prevenção de Covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos pelo menos sete dias após a segunda dose. A proteção dura, ainda segundo o estudo científico, pelo menos 70 dias.

“Leia uma consulta pública, leia o documento que está lá. Então, a gente vai tomar uma decisão baseada em estudos randomizados, em ciência de melhor qualidade, ou só baseado em opinião de especialista? Às vezes são especialistas que não são tão especialistas assim”, finalizou o ministro após citar o artigo.

Fonte: O Tempo

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