O preço do diesel, principal combustível utilizado por caminhoneiros, ultrapassou a marca de 70% dos custos do frete em Minas Gerais. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindtanque-MG). A categoria afirma que, diante da situação, a paralisação dos serviços pode acontecer a qualquer momento.

De acordo com o sindicato, ainda não há data marcada para uma manifestação da categoria, mas a nota de indignação foi veiculada com a intenção de sensibilizar os governos estadual e federal para a situação dos tanqueiros.

A proposta dos tanqueiros para a redução do preço do diesel inclui a diminuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vinculado ao combustível. Atualmente, a alíquota do tributo em Minas é de 14%. Os tanqueiros propõem um reajuste para 9%.

Além do diesel, o Sindtanque também propõe uma redução do ICMS sobre a gasolina de 31% para 20% e do Etanol de 16% para 10%.

“Hoje, empresas estão falindo e bancos estão tomando caminhões porque transportadores não estão conseguindo mais se sustentar ou pagar a prestação dos veículos. Além disso, contratos estão sendo quebrados pelos tomadores de serviços, porque também não estão aguentando pagar. Em meio a isso tudo, o diesel, insumo mais oneroso para os transportadores, já ultrapassou 70% do valor do frete”, disse o presidente do Sindtanque-MG, Irani Gomes.

Gomes ainda afirma que se o governo não se manifestar, os tanqueiros podem cruzar os braços a “qualquer momento”.

A Secretaria de Estado da Fazenda foi procurada pela reportagem do portal Estado de Minas para manifestar um posicionamento sobre as propostas dos tanqueiros, mas não respondeu até a última atualização desta matéria.

 

Fonte: Estado de Minas

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