Ao contrário do que pensam alguns antipatriotas, o INPE é um celeiro de genialidades que contribuem muito para o progresso do Brasil. E a última notícia que engrandece o país é que um brasileiro foi escolhido para integrar a Royal Society, o climatologista Carlos Nobre. Antes dele, só Dom Pedro II.

 

The Royal Society of London for Improving Natural Knowledge é uma sociedade do Reino Unido com a função de promover e apoiar a ciência, fornecer aconselhamento científico para políticas, educação e engajamento público e promover a cooperação internacional. Foi fundada em 28 de novembro de 1660.

 

A sociedade é composta pelos membros, pelo Conselho, pelo o Presidente e ainda os membros estrangeiros, titulados como Foreign Member of the Royal Society. Carlos Nobre ingressa como Membro Estrangeiro.

 

Segundo a Royal Society, Carlos Nobre é um cientista do clima amplamente reconhecido por seu trabalho sobre as interações biosfera- atmosfera e os impactos climáticos do desmatamento da Amazônia. E uma particularidade de seus estudos observacionais e de modelagem é que o desmatamento em grande escala aliado aos aumentos de temperatura que podem acontecer neste século poderão levar a floresta a tornar-se semelhante à savana no sul e leste da Amazônia. Carlos tem sido muito ativo na comunicação da ciência das mudanças climáticas e sustentabilidade para a sociedade nacional e internacional. Ele iniciou, organizou e liderou vários programas científicos que moldaram o desenvolvimento da ciência brasileira.

 

No seu currículo Lattes, vê-se que ele foi graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA (1974) e doutorado em Meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology – MIT (1983). Foi pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA (1975-1981) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (1983 a 2012). Implantou o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN em 2015.

 

Em 2021, Nobre recebeu ainda o prêmio da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) de Diplomacia Científica. Segundo a nota do comitê de premiação, o pesquisador é homenageado por “seu trabalho de longo prazo para compreender e proteger a biodiversidade e os povos indígenas da Amazônia”.

 

Uma nação que não valoriza aqueles que promovem seu progresso está fadada a ocupar lugares abaixo das nações desenvolvidas. Carlos e seu irmão Ismael Nobre propuseram um projeto de desenvolvimento denominado Projeto Amazônia 4.0, em que propõem soluções geniais e que destrói as falácias desenvolvimentistas que os simpatizantes do atual governo implementam à revelia da lei, destruindo florestas e fontes de água (estultícia mor).

 

O Projeto do Nobre é ignorado pelos políticos brasileiros no geral, uma vergonha, pois contém o esforço que tornaria nossa nação ainda maior. Temos o potencial de ser a terceira potência econômica do planeta, mas elegemos nanicos intelectuais que são avessos ao trabalho árduo de construir uma Pátria tecnológica com vocação agroindustrial em um mundo cada vez mais faminto, quente e seco.

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