A TV, aqui no Brasil, como um todo, independentemente de prefixo ou nome, precisa despertar para uma nova realidade e começar a abandonar, aos poucos, essa enganosa zona de conforto.

A insistência com a formatodependência, daquilo que vem pronto de fora a custos muitas vezes absurdos, já é a maior das roubadas. A diferença no valor da moeda tem tornado essas transações ainda mais inviáveis e arriscadas. Por que continuar desta forma?

Passou da hora de fazer voltar, porque foi assim no passado e sempre deu muito certo, uma televisão que mais se aproxime dos nossos modos e costumes.

Trabalhar com criatividade e no desenvolvimento de formatos próprios, considerando a possibilidade de estabelecer parcerias com as tantas produtoras dispostas a encarar o mesmo desafio, é e será o melhor dos caminhos.

Talvez o único viável e responsável. Aquele que irá oferecer trabalhos e, com certeza, conteúdos muito bons e impactem o mercado, sem o risco de balançar ou inviabilizar os cofres de ninguém. E muito provavelmente até, ganhar com eles. Por que não tentar? É preguiça ou medo de errar?

 

Tempo e espaço

Em linhas gerais, o que se observa é que um enorme empecilho veio se estabelecer, quando há a tentativa de criar um novo conteúdo.

Hoje, os que estão à frente de tudo, aqueles que decidem, querem ter a certeza do dinheiro antes, para fazer depois. E como ninguém compra o que ainda não existe, nada é feito. Impasse. E para sair disso?

 

Modelo de trabalho

Devido à implantação de um novo modelo de trabalho, a Globo deixou de renovar por prazo longo uma grande quantidade de contratos. Optou pelo compromisso por obra.

E assim viu muitos do seu cast migrarem para outras plataformas ou simplesmente deixarem de atender seus convites.

 

A novela das sete

Só para se ter uma ideia, vários nomes foram pensados para o principal papel de “Vai na Fé”, da Globo, mas não houve acordo.

Vai daí que Sheron Menezzes, ao concluir um trabalho na Netflix, “Maldivas”, fez testes para disputar a personagem Sol e….

Será a sua primeira protagonista, em 20 anos de carreira. É uma aposta da casa.

 

Todas as atenções

O “Fantástico”, da Globo, vai completar 50 anos de exibição em agosto do próximo ano.

O calendário, com uma série de festividades e surpresas, será disparado em março, incluindo-se por aí remodelagens no visual, parte editorial e, talvez até, na forma de se apresentar.

 

História

Em seus primeiros anos de existência, lá no comecinho mesmo, o “Fantástico” de domingo na Globo, começava a ser pensado na segunda-feira anterior a exibição.

Equipes do Boni e de Walter Clark se reuniam, no Rio e as vezes também em São Paulo, para definir as atrações da semana. Essas equipes eram compostas por conhecidos jornalistas, escritores e músicos.

 

Mas tinha isso

Em uma dessas vezes, foi decidido gravar um concerto com o maestro Eleazar de Carvalho na igreja da Consolação.

A direção dos trabalhos foi entregue ao Augusto César Vannucci, que alugou o caminhão de externas da TV Gazeta. A Globo não tinha maiores recursos em São Paulo. Foi uma operação de guerra. A semana inteira de trabalhos intensos e gravação na manhã de sábado. Na exibição, domingo, foram pouco mais de dois minutos no ar.

 

Suspense

Havia a expectativa de que, ainda durante a realização da Copa do Catar, a FIFA apresentasse novidades sobre o mundial de clubes. Mas não, pelo menos até agora, considerando que a final será no domingo.

Tem dois dias ainda.

 

Diante disso

Tudo em torno do Mundial de Clubes, que terá como atrações o nosso Flamengo e o Real Madrid, entre outros, deve acontecer em fevereiro.

No mais, muita especulação, inclusive sobre data e local. Alguns cravam Miami, outros um dos países do Oriente Médio.

 

Andar da carruagem

Na parte que cabe à televisão, a Band, que transmitiu o Mundial passado, oficialmente está fora do páreo. Chance zero.

A Globo, claro, já se coloca como principal interessada. Até agora existem cobranças e algum inconformismo por ter perdido a última, realizada nos Emirados Árabes Unidos, em fevereiro passado.

 

Férias do Bial

A Globo exibe nesta sexta-feira o último programa da temporada 2022 do “Conversa com Bial”. Que traz um reencontro histórico: Bial reúne Sullivan & Massadas, autores dos maiores hits dos anos 1980. No bate papo musical a dupla vai relembrar histórias e canções como “Whisky a Go-Go”, “Lua de Cristal” e “Amor Perfeito”.

Ano que vem, além do “Conversa”, o apresentador estará à frente do “Linha Direta”.

 

Bate – Rebate

· Caio Luiz de Carvalho, do Grupo Band, recebeu esta semana a Medalha Mario de Andrade por sua gestão do Arte 1.

· Já são muitos os podcasts, alguns dos mais interessantes, como entretenimento e utilidade pública…

· … Entre esses, o #4, da Adriana de Castro, figura conhecida da TV – passagens por Record e SBT, se destaca porque é focado em qualidade de vida…

· … Mais especificamente em saúde mental. O episódio 4, por exemplo, fala da raiva. Por que os ataques de fúria? Bem interessante.

· O espetáculo “Baixa Terapia” chega ao Teatro Clara Nunes, no Rio, a partir do dia 13 de janeiro.

· Matheus Carrieri também vai voltar com a peça “O Vendedor de Sonhos”, em janeiro, no Teatro Gazeta, em SP.

· Arlindo Cruz será homenageado, neste domingo, no programa da Eliana no SBT.

· Sophia Abrahão, um pouco distante da TV, está envolvida nas filmagens da comédia “Todo Mundo Tem Problemas com o Amor”…

· … A direção é de Renata Paschoal. Lançamento no segundo semestre do ano que vem.

 

C´est fini

A Rede TV! praticamente fechou as suas portas no dia de ontem. Férias para toda a companhia.

Só o jornalismo, claro, continuará operando normalmente, inclusive com horário já reservado na programação do dia 1º, para levar ao ar a cerimônia de posse do presidente Lula.

 

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